«Com antibióticos, tal como quando tenho dores de garganta»



«Estava a falar com a Camilla sobre uma possível cura para o cancro e ela perguntou-me por que não usávamos antibióticos, como fazemos para a dor de garganta. Eu sabia que os antibióticos podem afetar a mitocôndria e que estas organelas [partes constituintes da célula] são muito importantes para o crescimento dos tumores, mas a ideia dela permitiu-me fazer essa ligação», referiu o pai, num comunicado emitido pela universidade.








Oncotarget

 «Esta investigação demonstrou que é importante iniciar os ensaios clínicos em humanos com vista ao uso de antibióticos para tratar o cancro», destacou Michael Lisanti. O cientista argumentou que são precisos «mais estudos para validar a eficácia» do tratamento do cancro com antibióticos, «em especial se combinados com soluções mais tradicionais», como a quimioterapia.





«Não há nenhuma indicação a partir deste trabalho que esses antibióticos específicos iriam matar as células cancerosas em pacientes, ou que tipo de efeitos colaterais pode haver. Alguns antibióticos são conhecidos por terem efeitos contra o cancro desde a década de 1960 e fazem hoje parte do tratamento contra ao cancro, a par de outras quimioterapias», disse Alan Worsley, porta-voz da Cancer Research UK, ao jornal «The Independent».