Um grupo de cientistas anunciou esta quinta-feira ter descoberto uma forma de ajudar ratinhos paraplégicos a aprenderem a andar de novo, graças a um tratamento que combina estímulo da medula espinhal e suporte robótico.

Os ratinhos de laboratóro também demonstraram um aumento quatro vezes superior nas ligações entre o cérebro e a medula espinhal após o tratamento, segundo a investigação publicada na revista científica americana «Science».

A chave do sucesso da terapia foi conseguir fazer com que os ratos participassem na sua própria reabilitação, explicou o autor do estudo, Gregoire Courtine, presidente da Fundação Paraplégica Internacional (IRP) e diretor do departamento de tratamento de lesões na medula espinhal da Escola Politécnica Federal de Lausanne.

O tratamento combina estímulo eletroquímico da medula espinhal, imitando os sinais que o cérebro normalmente envia para dar início ao movimento dos membros, e um equipamento de reabilitação que ajuda os ratos a levantarem-se.

Os roedores conseguiram ficar em duas patas com a ajuda de uma armadura robótica que, embora não os faça mover-se para frente, estabiliza-os, evitando que andem de lado, de forma a que possam caminhar sem cair.