Chegou a Marte na quinta-feira, e agora divulga as primeiras imagens a cores do Planeta Vermelho. A Sonda Perseverance, da agência espacial norte-americana NASA, continua o caminho de descoberta.

Através da conta oficial do Twitter, a sonda vai atualizando os internautas sobre o seu percurso. Começou por dar uma fotografia mais geral, onde se vê "um horizonte aberto, com tanto por explorar".

Numa altura em que se discutem quais os próximos passos a dar, o equipamento divulgou algumas composições rochosas na base do planeta.

O robô “Perseverance” aterrou na superfície de Marte quando eram 20:56 de Lisboa de quinta-feira. A aterragem do “Perseverance” (“Perseverança”), uma missão não tripulada da Administração de Aeronáutica e Espaço (NASA), foi transmitida nas redes sociais Twitter e YouTube e também na página oficial da NASA na internet, desde as 19:15.

As operações estiveram a ser coordenadas a partir do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em La Cañada Flintridge, na Califórnia (Estados Unidos).

O sinal proveniente de Marte demorou pouco mais de dez minutos a chegar à Terra, ou seja, quando a equipa responsável pela coordenação da aterragem do “Perseverance” recebeu a informação de que o robô tinha aterrado, o aparelho já estaria há vários minutos no solo.

A entrada na atmosfera de Marte ocorreu às 20:48 em Lisboa e foi o ponto sete de uma lista com mais de 35 requisitos imprescindíveis para que a aterragem ocorresse sem quaisquer problemas e que estava a ser monitorizada ao segundo.

O momento da aterragem foi aplaudido pela equipa que dirigiu as operações.

Há várias diferenças nesta missão, relativamente às anteriores idas ao Planeta Vermelho. Desde logo o local da aterragem: o voo foi calculado para fazer aterrar o robô numa cratera que os cientistas acreditam ter sido há muito tempo um lago. É aqui que vai começar a recolher amostras e perfurações para análise posterior das características geológicas da superfície de Marte e a sempre decisiva busca por mais sinais de água.

A recolha dessas amostras só vai acontecer daqui a nove ou 10 anos, porque as cápsulas ficarão espalhadas na superfície do planeta.

Outro dos objetivos fundamentais é desenvolver novos testes sobre a atmosfera de Marte.

Pela primeira vez, um drone, que é transportado na barriga do robô, vai fazer voos sucessivos, alargando a área de exploração de uma forma sem precedentes.

António Guimarães