A NASA informou, esta terça-feira, que vai pagar 424 milhões de dólares (322 milhões de euros) à Rússia para dar boleia aos seus astronautas até à Estação Espacial Internacional em 2016 e 2017.

O acordo com a Rússia abrange a formação e transporte de seis astronautas para a Estação Espacial Internacional em 2016 e na primeira metade de 2017, a bordo da nave especial russa Soyuz.

A NASA pagará 70,6 milhões de dólares (54 milhões de euros) por cada lugar que ocupar na Soyuz, o que representa um aumento de 5,6 milhões de dólares (4,2 milhões de euros) face ao preço inicial.

O chefe da NASA, Charles Bolden, apontou o dedo ao Congresso norte-americano, defendendo que, se tivesse aprovado o pedido do presidente, Barack Obama, de financiamento de uma parceria público-privada, a agência espacial não teria sido forçada a assinar um novo contrato com a homóloga russa Roscosmos.

«Porque o financiamento do plano do +residente foi significativamente reduzido, agora não temos capacidade para suportar os lançamentos americanos até 2017», escreveu Bolden, numa mensagem publicada num blogue, citada pela AFP.

O mesmo responsável acrescentou que o financiamento de 821 milhões de dólares (624 milhões de euros) - incluído no pedido da administração norte-americana para o orçamento de 2014 - era fundamental para evitar atrasos.

Neste momento, a nave espacial russa Soyuz é o único meio de transporte para os astronautas chegarem à Estação Espacial Internacional desde o fim do programa de vaivéns da NASA em julho de 2011.

«Apesar de os nossos homólogos russos serem bons parceiros, é inaceitável que não tenhamos, no momento, capacidade para enviar os nossos próprios astronautas», escreveu Bolden.
Redação / CP