A cerimónia de entrega dos Emmy, os prémios da televisão, realiza-se na noite deste domingo, em Los Angeles, nos EUA - ou seja, em Portugal será já na madrugada de domingo para segunda-feira.

"The Crown" e "The Mandalorian" lideram a corrida para a 73.ª edição dos prémios Emmy, empatadas nas 24 nomeações. 

Entre os muitos nomeados, deixamos aqui a sugestão de dez séries que vale a pena ver:

O Método Kominsky

Netflix

Em "O Método Kominsky", Michael Douglas interpreta um ator que já teve o seu momento de sucesso, mas agora enfrenta o envelhecimento e o esquecimento. Entre momentos quase cómicos e outros muito tristes, vemos a forma como isso afeta a sua carreira e a sua vida. No elenco, encontramos ainda Alan Arkin, Sarah Baker, Nancy Travis, Paul Reiser e Kathleen Turner.

O papel já valeu a Douglas um Globo de Ouro. Este ano, "O Método Kominsky" volta a estar nomeada como melhor série de comédia, e Douglas e Reiser estão nomeados nas categorias de interpretação.

Pose

HBO

Nova Iorque, anos 80. A cultura afro-americana e latina cruzam-se com a comunidade LGBTQI+ e é assim que surge "Pose". A protagonista, Blanca (interpretada por Mj Rodriguez), é uma mulher trans que decide abrir a Casa Evangelista para abrigar jovens homossexuais e transexuais que não têm onde morar.

Com a terceira e última temporada, Mj Rodriguez e Billy Porter estão nomeados como atores principais, mas "Pose" está nomeada noutras categorias, incluindo melhor série dramática.

The Crown

Netflix

A premiada série britânica que acompanha a vida e o reinado da rainha Isabel II de Inglaterra vai já na quarta temporada e é um dos maiores sucessos da Netflix. 

Além de ser a grande favorita ao Emmy de melhor série dramática, que já ganhou três vezes, "The Crown" tem também bastantes hipóteses nas categorias de interpretação, onde os nomeados são Josh O’Connor (ator principal) como o príncipe Carlos, Emma Corrin (atriz principal) como princesa Diana, Olivia Colman (atriz principal) como rainha Isabel II, Gillian Anderson (atriz secundária) como Margaret Thatcher, Helena Bonham Carter (atriz secundária) como princesa Margarida, Emerald Fennell (atriz secundária) como Camilla Parker Bowles e Tobias Menzies (ator secundário) como príncipe Philip.

Será a última oportunidade para muitos destes atores ganharem prémios, pois na próxima temporada, com estreia marcada para 2022, a série terá um novo elenco.

The Handmaid's Tale

Hulu

Baseada no romance da autora canadiana Margaret Atwood, a série "The Handmaid's Tale" estreou em 2017 e tem vindo a arrecadar prémios desde então com a sua história distópica: num mundo onde a maioria das mulheres ficou infértil, as poucas que têm capacidade de gerar vida são obrigadas a ser servas e ter filhos dos patrões.

Entre outras nomeações, este ano, "The Handmaid's Tale" está novamente nomeada como melhor série dramática, assim como a sua protagonista, Elisabeth Moss, está nomeada como melhor atriz.

The Mandalorian

Disney+

Estreada no final de 2019, a série de ficção científica "The Mandalorian" explora o universo da saga "Star Wars". A ação ocorre alguns anos após os eventos de "O Regresso de Jedi (Star Wars: Episódio VI)" (1986). 

O ator Pedro Pascal é o protagonista, "O Mandalorian", mas é o bebé Yoda que rouba todas as atenções.

Lovecraft County

HBO

Produzida por Jordan Peele e J.J. Abrams, "Lovecraft County" segue a busca de Atticus Freeman pelo pai desaparecido na América segregacionaista dos anos 50, numa série com muito suspense e algum terror. Só foram exibidos dez episódios e a HBO já anunciou que não haverá segunda temporada, apesar de a série ter sido bem recebida. 

Além da nomeação para melhor série dramática, "Lovecraft County" está nomeada nas categorias de interpretação (Jonathan Majors, Jurnee Smollett, Michael K. Williams, Aunjanue Elli) e argumento.

Mare of Easttown

HBO

Mare é o nome da personagem interpretada por Kate Winslet, Easttown é o nome da pequena cidade americana onde ela mora. "Mare of Easttown" é uma minissérie que acompanha a vida de uma agente da polícia, de 40 e poucos anos, divorciada e com dois filhos, cada um deles com a sua história complicada. Sem maquilhagem mas com muitas contradições e conflitos internos, Mare é mais uma das grandes personagens de Kate Winslet que, sem surpresa, está nomeada para os Emmy.

Entre outros prémios, os atores Evan Peters, Julianne Nicholson, Jean Smart, Craig Zobel e Brad Ingelsby também estão nomeados como atores secundários e "Mare of Easttown" compete para melhor minissérie.

Cobra Kai

Netflix

Não deixa de ser estranho ver uma série de ação como "Cobra Kai" nomeada para os Emmy como melhor série de comédia. Esta é uma daquelas séries completamente "mainstream" que agrada sobretudo ao público mais jovem, mas que tem uma particularidade: é uma continuação dos filmes da série "Karaté Kid", tendo, inclusivamente os mesmo atores. Aqui está Ralph Macchio, que ficou conhecido em 1984 como Daniel LaRusso, mas também William Zabka, o seu eterno rival loiro, e Martin Kove, o temido professor de karaté.

Black-ish

Fox Comedy e Disney+

Nomeada nas categorias de melhor série de comédia, melhor ator (Anthony Anderson) e melhor atriz (Tracee Ellis Ross, já vencedora de um Globo de Ouro por esta interpretação), "Black-ish" é uma "sitcom" (comédia de situação) típica que acompanha o dia a dia de uma família negra norte-americana, com os seus vários problemas pessoais e muitas questões sociais.

Neste momento aguarda-se a estreia da oitava e última temporada da série.

I May Destroy You

HBO

"I May Destroy You" é uma série britânica criada, produzida e protagonizada por Michaela Coel (que talvez alguns tenham visto em "Chewing Gum"), que partiu da sua própria experiência para criar Arabella, uma jovem de vinte e muitos anos que procura reconstruir a sua vida (e reconstruir-se a si mesma) depois de uma violação.

Com laivos de humor, "I May Destroy You" é uma série que nos coloca perante questões muito importantes relacionadas com o que é ser homem e ser mulher, com o consenso e com as relações afetivas e sexuais que estabelecemos, mas também com o racismo e com a forma como resolvemos (ou não) os traumas que sofremos.

Maria João Caetano