Um grupo de investigadores do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e de várias universidades dos Estados Unidos encontraram ferrugem nas regiões polares da Lua. 

De acordo com a BBC, estes cientistas descobriram hematita, uma forma de óxido de ferro. O mais curioso é que para a hematita surgir é preciso que haja água em estado líquido e oxigénio.

Ora, se não existe água em estado líquido nem oxigénio na Lua, o que poderá ter criado a sua oxidação? O grupo de investigadores acredita que esse fenómeno pode estar relacionado com o oxigénio proveniente da terra. 

As amostras trazidas das missões do Programa Apollo nunca evidenciaram a presença de ferro oxidado, mas os cientistas analisaram outros dados provenientes da sonda Chandrayaan-1 (da primeira missão lunar da Índia em 2008) e descobriram água congelada na Lua, bem como uma variedade de minerais.

Esse estudo, cujas conclusões foram publicadas na revista Science Advances, revelou que as hematitas estavam mais presentes "no lado próximo à Terra do que no lado oposto".

O oxigénio da atmosfera da Terra pode ser transportado para a superfície lunar pelo vento solar quando a Lua está na cauda magnética da Terra", explicou Shuai Li, autor principal do estudo e investigador assistente do Instituto de Geofísica e Planetologia, no Havai.

Quanto à presença de hematita no lado mais distante da Lua em relação à Terra, o estudo explica que tem a ver com a presença de moléculas de água.

As partículas de poeira interplanetária que tendem a chegar à Lua podem depositar essas moléculas de água na superfície e misturá-las com o ferro lunar", esclareceu Li.

De acordo com a investigação, estas hematitas formaram-se graças ao oxigénio que tem viajado continuamente da Terra para a Lua.

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