Um investigador da Universidade do Porto descobriu uma nova forma de tratar a disfunção eréctil nos doentes diabéticos ao identificar uma nova via de relaxamento das artérias do pénis.

«Esta nova via de relaxamento pode complementar as terapêuticas já existentes, nomeadamente no grupo dos doentes diabéticos e cardiovasculares, pois são os que apresentam maiores dificuldades no relaxamento das artérias do pénis», refere o investigador do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), La Fuente de Carvalho, em comunicado.

A descoberta deste médico urologista, cujo estudo foi distinguido pela Sociedade Europeia de Medicina Sexual, envolve o recurso a sulfídrico de hidrogénio no relaxamento das artérias do pénis.

Concluiu-se que esta molécula dilata as artérias penianas e, desta forma, melhora a erecção.

Apesar dos medicamentos orais que já existem no mercado, «há doentes, como por exemplo alguns diabéticos, que não obtêm níveis de eficácia porque não conseguem que as artérias dilatem o suficiente para permitir a entrada de um maior fluxo de sangue», explica La Fuente de Carvalho.

Por esse motivo, os resultados agora alcançados neste estudo podem vir a melhorar a dinâmica de erecção e, consequentemente, levar à criação de novos fármacos.

Em Portugal, quase 13 por cento da população masculina é afectada pela disfunção eréctil, estimando-se que a sua prevalência nos doentes diabéticos atinja os 60 por cento.
Redação / CP