No dia 24 de outubro de 1963, o governo francês, mais concretamente o Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES, na sigla em francês), ou seja, a NASA francesa, enviou um gato para o espaço. Ou melhor, uma gata, Félicette, depois de o macho Felix, o primeiro a ser escolhido, ter escapado no dia do lançamento, agendado seis dias antes.

Então, na corrida ao espaço, os soviéticos já tinham enviado, com sucesso, uma cadela, a Laika, e os americanos duas macacas, Miss Able e Miss Baker. Os franceses escolheram uma gata, não se sabe porquê. Mas o objetivo de todos era o mesmo: se os animais sobrevivessem, então os humanos também sobreviveriam.

Félicette foi lançada e recuperada com sucesso a bordo do foguete francês Verónique AG1. Esteve 15 minutos no espaço e pouco ou nada se sabe sobre as conclusões dos cientistas franceses, apenas que foi "um contributo valioso para a investigação", ou mesmo sobre o que aconteceu depois a Félicette.

Certo é que, apesar de a França ter um programa espacial avançado, não chegou, na altura, a enviar qualquer astronauta a bordo de uma nave sua, optando pelas americanas ou russas.

As primeiras viagens ao espaço realizaram-se com animais a bordo, não só para testar a eficácia dos lançamentos como os efeitos da gravidade sobre o homem. Aliás, como explicou a NASA há alguns anos, era necessário testar “a habilidade de cada país para lançar um organismo vivo no espaço e trazê-lo de volta, totalmente ileso”.

Félicette não conquistou grande espaço na história mas tem o seu nome na história, ao ser o primeiro gato no mundo a viajar para o espaço.