Todas as variantes do SARS-CoV-2 que, neste momento, circulam no mundo, cabem numa lata de refrigerante, segundo os cálculos de um matemático britânico, investigador na Universidade de Bath, em Inglaterra.

Kit Yates fez as contas para mostrar quanta devastação pode causar uma minúscula partícula viral, conta a agência Reuters, nesta quarta-feira, citando o especialista.

Recorrendo a taxas globais de novas infeções, combinadas com estimativas de carga viral, o matemático calculou que existem dois quintilhões (unidade seguida de 18 zeros) de partículas do SARS-CoV-2 a circular ao mesmo tempo.

Kit Yates explicou, também, que usou o diâmetro do SARS-CoV-2 - com uma média de 100 nanómetros (unidade de medida de comprimento na Física) - para apurar o volume do vírus, segundo os seus cálculos.

O SARS-CoV-2 e as suas variantes, aliás, nem sequer enchem uma lata de refrigerante de 330 mililitros (ml), apontou, ainda, o matemático, mesmo contabilizando o facto de as partículas deixarem espaços entre si quando "empilhadas".

É surpreendente pensar que todos os problemas, todas as perturbações, as dificuldades e a perda de vidas que resultaram deste vírus resultem de algo tão pequeno", afirmou o investigador.

A pandemia de covid-19 já causou 2.341.496 mortes no mundo, resultantes de mais de 106,8 milhões de casos de infeção, segundo o balanço diário da agência AFP. 

Catarina Machado