Um norte-americano processou a Alcor Life Extension Foundation, uma empresa de criogenização com sede no Estado do Arizona, exigindo uma indemnização de cerca de um milhão de dólares (cerca de 884 mil dólares) e a devolução da cabeça do pai. Kurt Pilgeram alega que a empresa cremou por engano o corpo do pai e só preservou a cabeça.

Kurt diz ainda que a empresa lhe enviou por correio, para sua casa, no Estado do Montana, as cinzas do pai.

Cortaram a cabeça do meu pai, queimaram-lhe o corpo, colocaram as cinzas numa caixa e enviaram-nas para minha casa", disse Kurt Pilgeram ao Great Falls Tribune.

Laurence Pilgeram, o pai de Kurt, terá assinado um contrato com a Alcor Life Extension Foundation: pagava-lhe 120 mil dólares (106 mil euros) para que lhe preservassem indefinidamente todo o seu corpo, com a esperança de que os avanços da medicina o pudessem trazer à vida no futuro.

A Alcor rebate as acusações do filho de Laurence e diz que cumpriu o acordo com o cliente. Um advogado da empresa alega que o contrato que assinou permitia à Alcor tomar a decisão final sobre a forma como o corpo de Pilgeram seria preservado.

James Arrowood, o advogado, assegura que Laurence Pilgeram era “um pioneiro nas questões da criopreservação” e estava “plenamente consciente” daquilo que estava a assinar. Arrowood diz ainda que os filhos nunca estiveram de acordo com as decisões científicas do pai.

Já Kurt assegura que o pai queria ver preservado todo o seu corpo e diz que ficou chocado quando recebeu por correio as cinzas do pai, apenas um mês após a sua morte.

A empresa, que alega ter 170 pacientes preservados até ao momento, diz que Kurt só está a fingir preocupação acerca da criogenização do pai e a única coisa que quer é receber o seguro de vida que o pai gastou no procedimento científico.