«A médio prazo, a cooperação é o único caminho adequado. Não considero provável uma fusão a médio prazo, ainda que essa hipótese não seja descartar», afirmou Peter Erskine, presidente executivo da Telefónica O2 Europe, diz a agência «Reuters».

No entanto, o mesmo responsável salientou que «este é parte do motivo pelo qual estamos na Telecom Itália».

A nova entrada da Telefónica no capital da operadora italiana desencadeou especulações no mercado de que a operadora espanhola possa usar esta operação para tomar o controlo da divisão brasileira da empresa italiana, apesar dos possíveis problemas de concorrência.

A Telefónica reiterou que a sua primeira opção seria a de comprar a Vivo à sua sócia europeia, a Portugal Telecom (PT), mas apenas «a um preço adequado».

Recorde-se que a Vivo actualmente vale 8,47 mil milhões de dólares e por isso, «é um bom activo, a sua evolução melhorou e acreditamos que podemos geri-lo melhor», disse Peter Erskine.

O responsável referiu ainda que as relações entre os dois sócios europeus «são boas», apesar de fontes próximas referirem alguns atritos entre as duas empresas. A evolução da Vivo tem vindo a perder vigor e os executivos da PT não ficaram satisfeitos com a decisão da Telefónica de recusar a Oferta rival para comprar a empresa portuguesa.