A Nortel vai cortar mais 3.200 postos de trabalho a nível mundial, mas ainda se desconhece se tal medida atinge os 10 trabalhadores existentes em Portugal, afirmou esta quinta-feira à Lusa fonte do fabricante canadiano de equipamentos de telecomunicações.

O responsável do departamento de Comunicação da empresa para a região EMEA (Europa, Médio Oriente e África), José-Luis Menoyo, disse que «neste momento não há qualquer informação sobre a distribuição» da eliminação de empregos na Europa. Assim, também ainda não é possível saber se Portugal será abrangido pela decisão da Nortel.

3200 postos a nível mundial

O fabricante de equipamentos de telecomunicações vai eliminar mais 3.200 postos de trabalho a nível mundial, após os 1.300 anunciados em Novembro, e cortar o pagamento de bónus devido à acentuada queda nas receitas.

Devido ao «ambiente económico sem precedentes e ao consequente impacto nas receitas, são necessárias mudanças significativas» para restaurar a estabilidade financeira, afirmou Mike Zafirovski, presidente da Nortel.

Medidas difíceis para reestruturar a empresa

O presidente da empresa adiantou ainda que «estão a ser tomadas medidas difíceis para reestruturar a empresa» e medidas para terminar a suspensão de contratos, colocada em prática desde 14 de Janeiro.

Em 15 de Janeiro uma informação do grupo enviada à agência Lusa referia que o pedido de protecção de credores da Nortel às autoridades canadianas, norte-americanas e europeias, concretizado na altura, era um passo para uma reestruturação visando assegurar a sua viabilidade a longo prazo.

Numa nota enviada à Lusa pelo departamento de Comunicação da Nortel para a região EMEA, o grupo avançava que, a partir da Nortel Networks do Reino Unido, representantes da Ernst & Young foram nomeados como administradores com a tarefa de «encontrar uma solução para o grupo, os seus credores, clientes e empregados».
Redação / JF