A conclusão é do «workshop» promovido pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) sobre o tema «Televisão Móvel: Tecnologia e Informação do Futuro», embora seja ainda apontada a vontade de haver espaço para serviços de acesso gratuito, nomeadamente suportados em receitas publicitárias.

Ainda de acordo com informações da Anacom, «é crucial a cooperação (ainda que num equilíbrio porventura difícil com concorrência) entre os vários tipos de intervenientes» e o entendimento mútuo das diversas problemáticas associadas à tecnologia.

A televisão móvel tem projecções de receitas que, no entender dos especialistas ouvidos pela autoridade, são «muito aliciantes»: os valores apontam para 7 a 9 biliões de euros em 2010-2011, partindo dos 335 milhões de clientes, segundo a Comissão Europeia.

Ao nível dos conteúdos, a emergência da televisão móvel requer um regime de acesso e regulação «mais leve» e o «workshop» promovido pela Anacom conclui que é preciso também reflectir sobre «o estatuto dos operadores de serviço público de televisão numa plataforma de televisão móvel».

2008: o ano-chave para crescer

Tendo em conta que a tecnologia já está disponível, «importa definir posicionamentos, escolher modelos de negócio e parcerias adequadas, produzir serviços e preogramas atraentes e adaptados a uma nova realidade e conceber um enquadramento regulamentar promotor do investimento e da inovação».

O «workshop» promovido pela Anacom refere ainda ser importante que a televisão móvel não contribua para o «fosso digital» e aponta 2008 como o ano-chave para impulsionar a nova funcionalidade, «o que requer uma política mais coerente e pró-activa na sua promoção e, designadamente, na identificação de faixas de frequência disponíveis para o efeito no contexto do dividendo digital».
Redação / RPV