Estabelecido apenas em Agosto de 2014, o Novo Banco é já velho. Quase desde o início, a nova instituição financeira começou a sofrer dos achaques endémicos do sistema bancário do país. Entre eles, o uso e abuso do dinheiro público para resgatar os bancos privados.

Agora, o NB continua a dar que falar num complicado processo de venda, que deixa também abertas as possibilidades da liquidação ou nacionalização. Mas a banca portuguesa permanece sob os holofotes da comunicação social, também por causa das peripécias da Caixa Geral.

Desta vez são, sobretudo, as assustadoras previsões que acompanham o plano estratégico da instituição pública – redução de 2200 trabalhadores e o fecho de até 200 agências no país – e as declarações do antigo Ministro das Finanças do Governo Sócrates, Campos e Cunha, em sede de Comissão de Inquérito à gestão da CGD.

O futebol também continua estável na atenção da comunicação social portuguesa, sobretudo com a eliminação da FC Porto e do Sporting na Taça da Liga. Mas entre os ‘Soliti ignoti’ protagonistas das notícias da primeira semana de 2017, também voltamos a encontrar o terrorismo.

É terrível que estas ações violentas e loucas se repitam, mas é importante que continuemos a falar delas, e de uma forma o mais possível racional e clara, a única que pode evitar surtos de fobias racistas e fanatismos opostos.

 

Ficha técnica:

O Barómetro de Notícias é desenvolvido pelo Laboratório de Ciências de Comunicação do ISCTE-IUL como produto do Projeto Jornalismo e Sociedade e em associação com o Observatório Europeu de Jornalismo. É coordenado por Gustavo Cardoso, Décio Telo, Miguel Crespo e Ana Pinto Martinho. A codificação das notícias é realizada por Rute Oliveira, João Lotra e Sofia Barrocas. Apoios: IPPS-IUL, Jornalismo@ISCTE-IUL, e-TELENEWS MediaMonitor / Marktest 2015, fundações Gulbenkian, FLAD e EDP, Mestrado Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação, LUSA e OberCom.

Análise de conteúdo realizada a partir de uma amostra semanal de aproximadamente 411 notícias destacadas diariamente em 17 órgãos de comunicação social generalistas. São analisadas as 4 notícias mais destacadas nas primeiras páginas da Imprensa (CM, PÚBLICO, JN e DN), as 3 primeiras notícias nos noticiários da TSF, RR e Antena 1 das 8 horas, as 4 primeiras notícias nos jornais das 20 horas nas estações de TV generalistas (RTP1, SIC, TVI e CMTV) e as 3 notícias mais destacadas nas páginas online de 6 órgãos de comunicação social generalistas selecionados com base nas audiências de Internet e diversidade editorial (amostra revista anualmente). Em 2016 fazem parte da amostra as páginas de Internet do PÚBLICO, Expresso, Observador, TVI24, SIC Notícias e JN.