Notícia actualizada quarta-feira, dia 12, às 8h, com mais informações

O parlamento da Eslováquia não aprovou o alargamento do Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Um resultado que, segundo o «Financial Times», levou Pedro Passos Coelho a telefonar à primeira-ministra da Eslováquia para lhe dizer que o impasse em Bratislava lhe estava a provocar «um ataque de coração».

A não aprovação do Fundo acabou por ditar também a queda do Governo, uma vez que a primeira-ministra, Iveta Radicova, associou à votação uma moção de confiança que acabou por ser também chumbada, informa a Reuters.

«Sobre o conjunto dos 124 deputados presentes, 55 votaram a favor, 9 contra e 60 não votaram», constatou o vice-presidente do parlamento, Pavol Hrusovsky.

Negociações para dar «luz verde» ao fundo

Apesar do chumbo, os dirigentes eslovacos anunciaram a possibilidade de uma nova votação, na qual a oposição social-democrata poderia apoiar o reforço do FEEF. A nova votação ainda não tem data conhecida.

Certo é que a primeira-ministra cessante e o líder do principal partido da oposição acordaram iniciar entretanto negociações com vista à aprovação do reforço do fundo.

«Decidimos que temos de o fazer o mais rápido possível», afirmou Iveta Radicova, desta feita citada pela agência AP.

O líder do principal partido da oposição, o social-democrata Robert Fico, vincou que «a Eslováquia tem que aprovar o [reforço] do fundo».

O reforço das competências do fundo permitiria ao FEEF comprar no mercado secundário dívida dos países em dificuldades, uma tarefa que até agora era confiada ao BCE.

O fundo também poderia agora outorgar aos Estados linhas de crédito preventivas - como o faz o FMI - ou emprestar dinheiro aos países para que recapitalizem seus bancos.
Redação / CLC com VC