O FC Porto aumentou em quase 13 milhões de euros os custos com pessoal no exercício financeiro de 2018/2019. O administrador financeiro da SAD portista, Fernando Gomes, explicou que a subida destes custos operacionais deveu-se a rescisões de jogadores e a prémios pagos ao plantel.

«Deve-se a três situações. Rescisões de contrato com custos pesados, do Bueno e Bazoer, uma compensação pela vitória no campeonato à equipa técnica e aos jogadores e ainda a circunstância de termos pago prémios extraordinários aos jogadores quando passaram da fase de grupos à fase seguinte [ndr: da Liga dos Campeões]», detalhou o dirigente dos azuis e brancos, esta quinta-feira.

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De acordo com o documento da apresentação de contas, o valor do plantel cifra-se contabilisticamente nos 74,9 milhões de euros, face aos 82,6 milhões de 2017/2018.

Antes de assumir que o FC Porto espera encaixar «65 milhões de euros» com venda de jogadores até 30 de junho de 2020, Fernando Gomes defendeu que os elementos da SAD estão «relativamente tranquilos quanto ao próximo exercício no cumprimento das regras do fair-play financeiro» com a UEFA. «No ano em curso, temos de ter, pelo menos, o break-even, não podemos ter, contabilisticamente, prejuízos», ressalvou. De notar que 2019/2020 será o último exercício do acordo do FC Porto com a UEFA quanto ao fair-play financeiro.

Ricardo Jorge Castro / Estádio do Dragão, Porto