O Pavilhão de Portugal presente no 5º Fórum Mundial da Água, em Istambul, é um centro de troca de experiências, com representantes das Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para falar dos problemas e desafios e partilhar conhecimentos, informa a Lusa.

Em S. Tomé e Príncipe apenas 35 por cento da população tem acesso a água potável, em Timor-Leste são os «poços» e «tanques colectivos» que abastecem a maioria dos habitantes e, em Angola, os camiões cisterna ainda são o «sistema alternativo de abastecimento».

Para países onde ter água potável em casa é um direito de poucos, a troca de experiências pode ter um valor incalculável. Por isso, todos os dias, o Pavilhão de Portugal, presente no 5º Fórum Mundial da Água, em Istambul, Turquia, recebe representantes da CPLP para falar dos problemas e desafios e partilhar conhecimentos.

«Nós temos estado em sessões conjuntas onde trocamos ideias e experiências e podemos ver quais são os erros que os outros cometeram, porque nós ainda estamos a caminho, e assim podemos avançar aproveitando a experiência desses países», disse à Lusa Lígia Barros, Directora de Recursos Naturais e Energia de S. Tomé e Príncipe, presente em Istambul.

Nas ilhas, apenas 35 por cento da população tem acesso a água potável. De forma simples, Lígia Barros explica a gravidade desta situação para o desenvolvimento do país e combate à pobreza: «Água de má qualidade e falta de saneamento provocam doenças, logo as pessoas não podem trabalhar. Além de que estamos a falar de países que vivem essencialmente da agricultura», que precisa de sistemas de distribuição de água.

Mas a situação de S. Tomé e Príncipe é apenas uma das que foi discutida no Pavilhão de Portugal: Timor-Leste, Moçambique, Angola e Cabo-Verde também falaram dos seus problemas de abastecimento de água, saneamento e tratamento de resíduos.
Redação / CLC