O primeiro-ministro José Sócrates afirmou que a Europa deixou bem claro na Cimeira concluída esta quinta-feira em Bruxelas a determinação em continuar a liderar o combate às alterações climáticas, ao manter-se comprometida com os objectivos traçados no ano passado, escreve a Lusa.

José Sócrates falava no final de uma Cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, na qual os 27 voltaram a discutir o pacote energético e de combate às alterações climáticas, que a presidência francesa da UE pretende «fechar» até final do ano.

«A União Europeia deixa bem claro neste Conselho Europeu a sua determinação de prosseguir com a sua politica de energia e liderança no que respeita ao aquecimento global e alterações climáticas», vincou Sócrates, sublinhando que «ficou assente que os objectivos se mantêm».

Reduzir em 20 por cento as emissões de gases

No ano passado, os 27 comprometeram-se a reduzir em 20 por cento as emissões de gases com efeito de estufa até 2020 em relação a 1990 e a aumentar a quota de fontes renováveis em 20 por cento no total da energia consumida, entre outras medidas, que agora começavam a ser postas em causa por alguns países, face à actual crise financeira.

José Sócrates comentou no final que seria «um erro» deixar que a crise do sistema financeiro levasse «a um atraso nas posições europeias» em matéria ambiental, e defendeu que aqueles que encaram o combate ao aquecimento global como «um peso» para a economia «estão a ver mal o problema».

O ponto mais polémico deste pacote Energia/Clima é a chamada distribuição de esforços entre os Estados-membros para a redução de emissões de gases com efeitos de estufa, tendo José Sócrates indicado que «os mecanismos» para a efectiva adopção desta política «serão decididos no conselho de Dezembro» próximo, mantendo-se assim o calendário que fora estabelecido.
Redação / JF