«A gripe que afecta o Santo Padre há três dias complicou-se esta noite, com uma infecção aguda da laringe e traqueia e com crises laringo-espasmódicas. Foi por isso decidido interná-lo de emergência no Hospital Gemelli, o que ocorreu às 22h50 (21h50 em Lisboa)», afirmou Joaquin Navarro-Valls, porta-voz do Vaticano.

Segundo fontes médicas, o Papa foi hospitalizado por iniciativa dos seus médicos pessoais, tendo em conta a tosse persistente que apresentava, perigosa para doente de Parkinson, como é o caso de João Paulo II. Os portadores desta doença, que atinge o sistema nervoso central, correm o risco de sufocar em caso de tosse intensa e obstrução dos brônquios, referem as mesmas fontes, citadas pela AFP.

A agência de notícias italiana Ansa, citada pelo «Público», garante que João Paulo II não se encontra nos cuidados intensivos.

Ao início da noite, o Vaticano garantia que o estado de saúde do Papa não era preocupante, já que a febre que apresentava desde domingo tinha baixado, apesar de continuar a ter muita tosse. Horas depois, fontes não identificadas garantiam que a decisão de internar o Sumo Pontífice foi tomada «por precaução», dada a debilidade de João Paulo II e a sua idade avançada.

A gripe levou João Paulo II a cancelar todos os compromissos, incluindo a audiência semanal das quarta-feiras, o que acontece pela primeira vez em mais de um ano.

O estado de saúde de João Paulo II tem sido nos últimos anos alvo de constante especulação, mas o Sumo Pontífice, de 84 anos, já garantiu que apesar da crescente debilidade não pretende renunciar ao cargo para o qual foi eleito há 26 anos.
Redação / Público/PGM