Advogado do BPP: havia "sinais evidentes" do perigo de fuga de João Rendeiro

Paulo Sá e Cunha, advogado do BPP, banco que "neste momento está em fase de liquidação", considera que é importante "assegurar a integridade da massa insolvente" para garantir o pagamentos das eventuais indemnizações. Nesse sentido, o advogado justifica a necessidade de verificar se "os bens que estão apreendidos e que estão à guarda da fiel depositária, que é a mulher de João Rendeiro, ainda estão todos onde devem estar, que é na casa de João Rendeiro". 

O advogado afirma que no caso de João Rendeiro "havia sinais evidentes" do "perigo de fuga", como por exemplo o facto de nas suas duas últimas deslocações ao estrangeiro, "ao contrário do que fez em todas as outras", não ter indicado uma morada de contacto.

Além disso, era uma pessoa que "se deslocava com frequência ao estrangeiro", ou seja, tinha meios para o fazer; "não tinha uma relação forte com Portugal, não tem filhos, não tem pais"; "não tem uma atividade regular aqui". Por tudo isto, e havendo "uma pena de prisão efetiva na iminência de ser executada", por já terem sido esgotados todas as possibilidades de recurso, o advogado considera que deveria ter havido mais atenção maior por parte dos responsáveis pelo processo.

 

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