O secretismo da pertença à Maçonaria "dará sempre a ideia de que é algo que serve a si mas não serve os outros"

Miguel Guedes  concorda com a obrigatoriedade de os detentores de cargos públicos ou políticos declararem a pertença à maçonaria. A sua única reserva em relação à lei seria se, por acaso, estivesse em causa a preservação da esfera íntima dos políticos.

"Os detentores de cargos públicos ou políticos têm que ter a noção que podem, de alguma forma, ter de perder parte da sua esfera privada a partir do momento em que transitam para a esfera da grandeza da representação pública. O que é diferente de perderem parte da sua esfera íntima. Isso jamais, em algum momento", diz o comentador da TVI.

"Quando estamos a falar de uma plataforma de discussão como a Maçonaria, com a grandeza e a história da Maçonaria, com um grau de hierarquia, de irmandade, de ligação, de importância", Miguel Guedes não tem dúvidas de que a pertença tem de ser declarada.

"O secretismo da Maçonaria, hoje em dia, deve concentrar-se na sua ritualização, a sua exteriorização para a sociedade deve ser cada vez mais de abertura, de izer: eu sou maçon, defendo estes ideais. Se a Maçonaria se encapsular, esse secretismo dará sempre a ideia de que é algo que serve a si mas não serve os outros."

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