Violência doméstica: “O confinamento deixou as vítimas em grande vulnerabilidade”

Assinala-se, esta quarta-feira o Dia Mundial Para a Eliminação da Violência Contra Mulheres. A psicóloga Raquel Simão foi convidada do “Diário da Manhã”, na TVI24, onde explicou que o perfil das vítimas não sofreu alterações apesar do contexto pandémico e deixou um conselho para quem vive num contexto de violência doméstica.

Continuamos a mulher como a principal visada, depois as crianças e o perfil [das vítimas] continua a ser o mesmo. Existem respostas concretas para que as vítimas possam denunciar as situações. Ativando depois todo um plano de atuação que envolve segurança pessoal. Todos esses instrumentos e procedimentos existem e estão disponíveis”, refere.

Só no último ano, PSP deteve 798 suspeitos, a Linha Nacional de Apoio à Vítima recebeu mais de 84 mil pedidos de ajuda, 79% envolveram violência doméstica, e 46% dos homicídios ocorreram em contexto de violência doméstico. Números negros que podem ser evitados com uma chamada, um pedido de ajuda para o número da APAV (116 006). Raquel Simão explica o que acontece depois das vítimas efetuarem o contacto telefónico.

As pessoas não têm de se identificar num primeiro momento. Podem telefonar, pedir ajuda e receber as primeiras orientações. Os mecanismos estão disponíveis e com profissionais dotadas e capazes de dar resposta às situações”, explica.

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