A actividade do conjunto das economias da Zona Euro deve recuar 4,1 por cento este ano, com a taxa de desemprego a atingir no próximo ano 10,1 por cento, divulgou esta terça-feira a OCDE, escreve a Lusa.

Num relatório com previsões para as principais economias mundiais, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que a actividade do conjunto das economias daquela zona deve recuar 4,3 por cento este ano, com a taxa de desemprego a atingir no final de 2010 mais de 10 por cento em muitos países.

A organização prevê um quebra de 4,1 por cento no Produto Interno Bruto da Zona Euro este ano, mantendo uma situação de recessão (menos 0,3 por cento) em 2010.

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Quanto ao desemprego, a OCDE acredita numa taxa de 10,1 por cento, estando previsto um agravamento para 11,7 por cento em 2010.

Para a Alemanha, a maior economia da Zona Euro, o OCDE prevê uma contracção de 5,3 por cento para este ano. Para 2010, a organização com sede em Paris conta com uma quase estagnação, já que a variação do PIB se fica pelos 0,2 por cento.

No que respeita à França, a OCDE projecta uma quebra de 3,3 por cento do produto este ano, a que se segue um recuo ligeiro de 0,1 por cento no próximo ano.

Para a taxa de desemprego está prevista uma aceleração de 2009 para 2010, com a taxa de desemprego a passar de 9,9 por cento para 10,9 por cento.

Maior economia do mundo deve recuar 4%

A maior economia do mundo, os EUA, deve recuar 4 por cento em 2009, estando prevista uma estagnação - variação nula do produto - para o próximo ano.

As condições no mercado de trabalho vão agravar-se, com a taxa de desemprego a passar de 9,1 por cento para 10,3 por cento.

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Com a taxa de desemprego a atingir valores de dois dígitos (superior a 10 por cento) em grande parte dos países da OCDE, a organização revela que estes serão os valores mais altos desde os anos 90.

Devido à recessão mais profunda e espalhada dos últimos 50 anos, a previsão de comércio internacional cairá mais de 13 por cento em 2009 e a economia mundial vai recuar cerca de 2,7 por cento, revela a OCDE.
Redação / JF