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Centeno: UGT lamenta saída nesta altura e CGTP desvaloriza

. Publicado por MM

Mário Centeno anunciou, esta terça-feira, a saída do Governo

A UGT lamentou, esta terça-feira, a saída do ministro das Finanças, Mário Centeno, do Governo na altura em que se discute o Programa de Estabilização Económica e Social (PEES) e o Orçamento suplementar.

Lamento que Mário Centeno saia do Governo nesta altura, em que se discute o PEES e o Orçamento suplementar, acho que é uma saída algo complicada", disse à agência Lusa o secretário-geral da UGT, Carlos Silva.

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Carlos Silva salientou o "papel importante" que Mário Centeno teve no Governo, onde "produziu muitas mais valias", ao nível do equilíbrio das contas nacionais e da reputação de Portugal a nível internacional.

Mas, segundo o secretário-geral, para a UGT o importante é manter a confiança nas medidas que o Governo tem implementado.

O que nós queremos é verificar a estabilidade das políticas do Governo", disse o sindicalista, defendendo a necessidade de serem tomadas medidas que valorizem os salários, nomeadamente da administração pública.

Já a CGTP desvalorizou a substituição do ministro das Finanças, Mário Centeno, considerando que o importante são as opções políticas do Governo e defendeu que estas deviam ser alteradas, para beneficiar os trabalhadores e o país.

A questão não está nas pessoas, mas nas políticas do Governo, que deveria mudar as suas opções, nomeadamente no Orçamento suplementar, para corresponder às necessidades dos trabalhadores e do país", disse à agência Lusa a secretária geral da CGTP, Isabel Camarinha.

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Segundo a sindicalista, só com a valorização do trabalho e dos trabalhadores, o combate ao desemprego e aos vínculos precários será possível alterar a situação económica do país.

Mas não nos parece que o Governo tenha alterado a sua posição, pelo que vimos no Programa de Estabilização Económica e Social [PEES], os trabalhadores vão continuar a ser penalizados e os apoios continuarão a ir para as empresas", disse.

Por isso, Isabel Camarinha considerou que "as opções que o Governo mantém são erradas, seja com Mário Centeno como ministro das Finanças, ou outro".

O Presidente da República aceitou esta terça-feira a exoneração de Mário Centeno como ministro de Estado e das Finanças, proposta pelo primeiro-ministro, e a sua substituição por João Leão, até agora secretário de Estado do Orçamento.

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A equipa liderada por Mário Centeno era composta por Ricardo Mourinho Félix, João Leão (secretário de Estado do Orçamento, agora promovido a ministro de Estado e das Finanças), Álvaro Novo (secretário de Estado do Tesouro) e António Mendonça Mendes (secretário de Estado dos Assuntos Fiscais).

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu hoje que a mudança de ministro de Estado e das Finanças é “uma tranquila passagem de testemunho”, considerando que “este é o `timing´ certo” para esta alteração.

No briefing final do Conselho de Ministros de hoje – que foi bem mais curto do que os recentes do período de covid-19 – estiveram lado a lado o primeiro-ministro, António Costa, o ministro das Finanças cessante, Mário Centeno, e o futuro titular da pasta, João Leão.

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