Luís Filipe Vieira ficou “aliviado” pelo juiz Carlos Alexandre não ter decretado que fica suspenso de funções no Benfica. A informação foi prestada aos jornalistas pelo seu advogado, Magalhães e Silva.

O mesmo advogado garantiu que Vieira "saiu em liberdade" este sábado do tribunal, deixando implícito que a caução de três milhões de euros será paga.

"Quanto à caução, veremos o meio através do qual é possível pagá-la. A caução pode ser prestada em numerário, em títulos, através da hipoteca de imóveis..."

Após a consulta do processo, Magalhães e Silva conclui que a indiciação do Ministério Público não contém "factos que constituam crime" e considera que as medidas de coação são "manifestamente excessivas".

“O Ministério Público diz que é crime, o juiz carimbou. Do meu ponto de vista, têm um entendimento diverso do meu.”

O advogado admitiu que as medidas de coação provocaram "entristecimento" a Luís Filipe Vieira.

“Surpreendem-me estas medidas. Faz pouco sentido que um homem de 72 anos, com família constituída, com toda a sua vida organizada aqui, tivesse a menor tentação de fugir para o estrangeiro por causa disto.”

Sobre a questão da presidência do Benfica, que foi ontem assumida por Rui Costa num discurso que nem mencionou o nome de Vieira, o advogado assegurou aos jornalistas que será o próprio Vieira a dirigir-se aos benfiquistas, sublinhando que Rui Costa é presidente "por substituição". 

Não tendo o juiz decretado a proibição do exercício de funções, Magalhães e Silva não disse aos jornalistas se Luís Filipe Vieira conta em breve regressar à presidência do Benfica, uma vez que está proibido de contactar administradores da SAD do Benfica.

“As questões de ordem prática terão de ser refletidas pelo próprio Luís Filipe Vieira. Mas não há determinação judicial no sentido da suspensão de funções. Em termos práticos, ele está a caminho de casa. Ele saiu do tribunal em liberdade."

Catarina Pereira