O Tribunal da Relação de Lisboa mantém praticamente na íntegra a sentença da primeira instância do julgamento do ataque à academia de Alcochete, nomeadamente a absolvição de Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting, mas faz alterações em relação a dois dos mais de 40 arguidos - entre eles o membro da Juve Leo que agrediu o jogador Bas Dost com um cinto.

Este adepto estava condenado a pena suspensa, tendo a Relação alterado para pena efetiva.

Bruno de Carvalho não foi o autor moral da invasão

Em maio do ano passado, o antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho foi esta quinta-feira absolvido da autoria moral da invasão à Academia do clube, em Alcochete, em 15 de maio de 2018, no processo que decorreu no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Na leitura do acórdão, que decorreu no tribunal de Monsanto, em Lisboa, o coletivo de juízes, presidido por Sílvia Pires, considerou que não foram provados factos contra Bruno de Carvalho, que liderou os ‘leões’ entre 2013 e 2018.

Igual conclusão tiveram sobre o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, conhecido por Mustafá, e sobre o ex-Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA) do clube Bruno Jacinto, que, tal como o antigo presidente, estavam acusados da autoria moral da invasão.

Já nove dos arguidos do processo foram condenados a prisão efetiva e 29 a penas suspensas, por crimes de ameaça agravada e ofensa à integridade física.

Entretanto, em fevereiro, ficou a saber-se que o Ministério Público abriu um novo inquérito à invasão da Academia do Sporting, em Alcochete.  "Os factos deram origem a um inquérito que corre termos no DIAP de Lisboa", confirmou o gabinete de imprensa da Procuradoria Geral da República, citado pela Lusa.

Este novo inquérito surgiu após uma denúncia de Bruno de Carvalho, que agora refere que Pedro Silveira e Diogo Amaral, ex-elementos da Juve Leo, terão estado na origem do ataque.

Marisa Rodrigues