Os preços do barril de petróleo subiram, esta segunda-feira de manhã, 19,5% depois dos ataques no sábado às instalações petrolíferas da Aramco que reduziram para metade a produção de petróleo da Arábia Saudita.

O Brent, que no final da semana passada estava nos 60 dólares, chegou aos 70 dólares.  Depois do ataque, desapareceu do mercado 5 % de toda a oferta mundial. 

As fortes subidas na cotação do petróleo refletem os receios em torno de um desequilíbrio entre a oferta e a procura. Em Portugal, é já esperado um aumento do preço dos combustíveis nas próximas semanas.

No sábado, ataques com drones já reivindicado pelos rebeldes iemenitas Huthis provocou incêndios em duas instalações petrolíferas do gigante saudita Aramco, no leste da Arábia Saudita

O ataque de drones atingiu a maior instalação de processamento de petróleo do mundo e um grande campo de petróleo, provocando grandes incêndios numa zona vital para o fornecimento global de energia.

Os Huthis, apoiados politicamente pelo Irão, grande rival regional da Arábia Saudita, reivindicam regularmente lançamentos de mísseis com drones contra alvos sauditas e afirmam que agem como represália contra os ataques aéreos da coligação militar liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen em guerra desde 2015.

As autoridades sauditas estão a investigar o ataque e ainda não identificaram o culpado.

O presidente dos Estados Unidos disse que os norte-americanos estão “carregados e prontos” para responder ao ataque às refinarias sauditas, apontando que, embora pense saber quem é o "culpado", vai aguadar por uma confirmação de Riade.

O Governo iraniano já negou qualquer envolvimento nos ataques.