Carlos Ghosn, que está sob custódia no Japão, pediu a demissão da fabricante francesa de automóveis Renault.

A informação foi avançada pelo ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, em declarações à Bloomberg Television.

"Carlos Ghosn acabou de renunciar na noite passada", disse Le Maire.

Já este mês, o tribunal de Tóquio rejeitou a libertação sob fiança, frustrando mais uma vez os pedidos dos advogados do ex-presidente da Nissan, detido há quase dois meses no Japão, por alegada má conduta financeira.

Ghosn foi detido a 19 de novembro por, alegadamente, ter falsificado relatórios financeiros que não reportavam os cerca de 5 bilhões de ienes (38 milhões de euros) que deveria receber ao longo de cinco anos, até 2015, acordados com a Nissan.

O executivo, de 64 anos, foi também acusado, pelo tribunal de Tóquio, de quebrar a confiança e de esconder rendimentos à autoridade tributária, entre 2015 e 2018.

Ghosn afirmou ter sido "falsamente acusado", negando todas as acusações.

O responsável ocupou altos cargos tanto na Renault como na Nissan, após a aliança entre as construtoras na qual teve um papel fundamental. A Mitsubishi acabou por entrar na mesma aliança há três anos e, tal como a Nissan, demiti-o do cargo de presidente após a prisão. O que a Renault nunca fez.

A construtora francesa, na qual o governo possui uma participação de 15%, recusou, para já, comentar a saída do empresário.