Acontece na manhã desta segunda-feira a reunião que pode evitar a nova greve dos motoristas de matérias perigosas, agendada para o dia 12 de agosto.

À mesa deste encontro, marcado para as 11:30 horas, vão estar apenas o ministério das Infraestruturas e o sindicato, uma vez que a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) diz não ter recebido nenhuma convocatória.

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérioas Perigosas (SNMMP) garantiu que vai apresentar propostas para evitar a greve, mas admite que se a ANTRAM não estiver mesmo presente, de pouco vai adiantar.

Segundo o porta-voz do SNMMP, Pedro Pardal Henriques, a reunião foi pedida pelo seu sindicato e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) “para apresentar propostas no sentido de evitar a greve” convocada pelas duas estruturas a partir de dia 12 de agosto, por tempo indeterminado.

Segundo a SNMMP, entre as principais propostas que tem para apresentar está a negociação de um contrato coletivo de trabalho “com um prazo de tempo mais estendido com as coisas que, quer uma parte quer outra, entendam reivindicar”.

A proposta, segundo Pardal Henriques, passa por aumentar o salário base dos motoristas para mil euros até 2025, com indexação ao crescimento do salário mínimo nacional, o que permite “um prazo mais dilatado, quer para que as empresas possam cumprir com aquilo que ficar estabelecido no CCT, quer para que haja a paz social que o país necessita”.

A greve convocada pelo SNMMP e pelo SIMM ameaça o abastecimento de combustíveis e de outras mercadorias.

O Governo terá de fixar os serviços mínimos para a greve, depois de as propostas dos sindicatos e da ANTRAM terem divergido entre os 25% e os 70%, bem como sobre se incluem trabalho suplementar e operações de cargas e descargas.