Desde que a campanha de vacinação contra a covid-19 arrancou, dos cerca de dois milhões de SMS enviados para agendamento, quase 27%, até ao momento, ficaram sem resposta. Segundo fonte da task-force, isto não significa que estas pessoas não tenham sido vacinadas, porque terão sido depois contactadas telefonicamente para o efeito. 

Segundo o jornal Público avançou e a TVI confirmou, a maioria das pessoas respondeu a dizer que sim (71%) e apenas 2% respondeu não. No entanto, fonte da task-force ressalvou que, entre estes, podem estar pessoas que apenas não tinham disponibilidade para a data proposta e não que recusassem a vacina.

À medida que se começam a vacinar as pessoas mais jovens, a percentagem de mensagens que fica sem resposta tem vindo a diminuir, mas os dados mostram que mais de meio milhão de SMS ficaram sem resposta.

No que respeita ao auto-agendamento das vacinas, uma realidade que ficou disponível desde meados de abril, a percentagem de mensagens sem resposta é inferior a 5%.

De acordo com os dados do Público, na semana passada, um terço das pessoas previstas não compareceu aos oito centros de vacinação na cidade de Lisboa. Ou seja, das 37.379, mais de 13 mil faltaram ao agendamento.

A task force prevê começar a vacinação da população a partir dos 40 anos no dia 6 de junho e a das pessoas na faixa etária dos 30 anos no dia 20 do mesmo mês. Já no dia 20 de junho terá início a administração de vacinas na faixa etária dos 30 anos. 

Em entrevista à TVI ontem, o coordenador da task-force de vacinação afirmou que o autoagendamento para a faixa etária dos cinquenta anos pode arrancar já esta quinta-feira. Gouveia e Melo destacou que esta faixa etária já está a ser vacinada através do agendamento local.

Lara Ferin