As regiões da Andaluzia, Castela e Leão, Astúrias e Canárias anunciaram esta sexta-feira que vão suspender a vacinação contra a covid-19 com um lote da vacina da AstraZeneca. A decisão surge depois de já quatro países (Bulgária, Dinamarca, Islândia e Noruega) terem anunciado a mesma medida.

Em causa estão alguns relatos de tromboses associados a pessoas que foram inoculadas, ainda que todas as autoridades tenham vindo esclarecer que não há quaisquer ligações comprovadas entre a vacinação e as tromboses. Todos os casos foram referenciados em pessoas vacinadas com produtos do lote AVB5300.

Ainda antes desta decisão, o governo espanhol veio dizer, em Conselho de Ministros, que os cidadãos podem estar tranquilos com todas as vacinas, que são seguras e que Espanha não registou qualquer caso anómalo.

Em paralelo, outros sete países (Áustria, Letónia, Estónia, Lituânia, Luxemburgo, Itália e Roménia) suspenderam a vacinação com o lote em causa, que não foi distribuído em Portugal.

Na sequência do caso, a Agência Europeia do Medicamento veio pedir cautela, continuando a recomendar a toma do fármaco.

A ministra da Saúde, Carolina Darias, afirmou que o lote em questão não foi distribuído em Espanha, mas as comunidades autónomas decidiram avançar com esta decisão na mesma.

Segundo a região de Castela e Leão, que recebeu 85.800 doses da AstraZeneca, não foram registados efeitos adversos após a toma de qualquer vacina.

A Andaluzia recebeu 40 mil doses do lote em causa, segundo informaram as autoridades de saúde locais: "Estas vacinas começaram a ser administradas com normalidade e não tivémos nenhuma notificação na rede de alerta".

Desse mesmo lote recebido, restam apenas 1.200 doses.

António Guimarães