O vice-presidente dos Estados Unidos da América, Mike Pence, afirmou numa conferência de imprensa esta quinta-feira que a Turquia aceitou um acordo de cessar-fogo na Síria.

Mike Pence acredita que, com este acordo, não seja necessária a imposição de sanções à Turquia: "Entendemos que, com a implementação do cessar-fogo, os Estados Unidos não vão impôr mais sanções à Turquia. Quando existir um cessar-fogo permanente, o presidente concordou em retirar todas as sanções económicas impostas na segunda-feira".

As Forças Democráticas Sírias vão retirar-se da "zona segura" imposta pela Turquia, disse Pence em Ancara.

"Vai ser uma pausa de 120 horas, enquanto os Estados Unidos vigiam a retirada da YPG (uma unidade militar das Forças Democráticas Sírias), e a Turquia concordou num cessar-fogo permanente", disse Pence depois da reunião com os oficias turcos,

Donald Trump reagiu à notícia pelo Tweeter, afirmando que "milhões de vidas vão ser salvas" graças ao acordo.

 

 

Mike Pence afirmou que os preparativos para o cessar-fogo já estão em movimento. As Forças Democráticas Sírias ainda não prestaram nenhum comentário.

A delegação americana em Ancara tentou durante várias horas pressionar a Turquia a ceder e a interromper a ofensiva militar no norte da Síria. 

Donald Trump, no entanto, tinha já dito que os Estados Unidos não tinham qualquer obrigação em defender o exército curdo que combateu ao lado das forças americanas contra o Estado Islâmico.

Pence liderou a delegação, juntamente com o secretário de estado, Mike Pompeo, e o conselheiro de segurança nacional, Robert O´Brien.

O objetivo da operação militar desencadeada em 9 de outubro consiste em criar uma “zona de segurança” de 32 quilómetros de profundidade e 480 quilómetros de comprimento ao longo da fronteira entre a Turquia e Síria para manter as Unidades de Proteção Popular (YPG, as milícias curdas que Ancara considera “terroristas”) à distância e repatriar parte dos 3,6 milhões de refugiados sírios que atualmente vivem no território turco.

A ofensiva turca surgiu após o anúncio de Donald Trump de que as tropas dos Estados Unidos iam abandonar a zona em causa.

A ofensiva de Ancara abriu uma nova frente na guerra da Síria que já causou mais de 370.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados desde que foi desencadeada em 2011.