A Alemanha vai impor restrições a cidadãos não vacinados contra a covid-19 em zonas consideradas de risco, anunciou a chanceler alemã Angela Merkel.

De modo a conter o avanço da pandemia, considerado "dramático" pela própria, os governos federais concordaram, nesta quinta-feira, com a imposição de várias medidas de combate à doença.

Entre elas está também a vacinação obrigatória para todos os que trabalham em hospitais ou lares.

No caso dos cidadãos não vacinados, as restrições vão ocorrer em zonas onde a taxa de hospitalização foi ultrapassada.

Na Alemanha, a maior economia da Europa, a taxa de vacinação (completa) é de 68%.

Na terça-feira, o país voltou a registar novos máximos diários de covid-19 (desde o início da pandemia), de acordo o Instituto Robert Koch (RKI) de virologia, que avançou com um recorde de 52.826 novos casos.

A incidência registou também um novo pico, com 319,5 novas infeções por 100.000 habitantes, comparando com os 232,1 na semana passada e 66,1 no mês anterior.

Na segunda-feira, o número de pacientes com covid-19 nas unidades de cuidados intensivos era de 3.190 (mais 156), o que corresponde a uma ocupação de 14,4% das camas disponíveis em unidades críticas para a população adulta.

Catarina Machado