A chanceler alemã Angela Merkel reconheceu esta quarta-feira que o país está a atravessar uma quarta vaga de covid-19 “dramática”, no mesmo dia em que registou um novo recorde de 52.826 novos casos.

"A atual situação de pandemia na Alemanha é dramática", admitiu Angela Merkel, num discurso transmitido em vídeo numa reunião de autarcas alemães. "O número de novas infeções diárias é maior do que nunca, e o número diário de mortes é igualmente assustador", acrescentou.

A governante lembrou que "não é demasiado tarde para uma primeira vacina”, apelando à vacinação dos alemães, que ronda atualmente os 70%.

A chanceler alemã insistiu que “todos os que optem pela vacinação protegem-se a si próprios e aos outros”, salientando que “é esse o caminho para acabar com a pandemia”.

A Alemanha tem registado máximos de novas infeções e incidência desde 4 de novembro, e o mesmo tem acontecido noutros países da Europa, que têm optado por decretar novos confinamentos para evitar a propagação do vírus, como nos Países Baixos, que esta quarta-feira registaram 20.168 casos.

Por sua vez, a Áustria, com 65% da população vacinada, optou por impor, na segunda-feira, o confinamento a todas as pessoas que não foram vacinadas.

Na República Checa, onde 58% da população está vacinada, o primeiro-ministro Andrej Babis declarou que todas as pessoas que não foram vacinadas deixariam de ter acesso a eventos ou serviços públicos.

A Eslováquia, cuja taxa de vacinação é das mais baixas em toda a União Europeia (44%), está a planear colocar em prática medidas semelhantes, nomeadamente a proibição de acesso ao local de trabalho e serviços não-essenciais à população não vacinada.

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Beatriz Céu