A morte do bebé Julen não vai a julgamento, avançou, nesta segunda-feira, o diário espanhol La Vanguardia.

Os pais do menino de dois anos chegaram a acordo com o dono do terreno em Totalán, nos arredores de Málaga, onde se encontrava o poço. David Serrano tem de assumir a culpa e pedir perdão a José Roselló e Victoria García. O proprietário, que é casado com uma prima do pai de Julen, vai ter também de cumprir um ano de prisão, com pena suspensa, e pagar uma indemnização ao casal, que pode ascender a 180 mil euros.

O ministério público espanhol já deu o aval a este acordo, que carece, ainda, de tramitação. O acordo chega a 24 horas do início do julgamento e pretende evitar, segundo a advogada dos pais de Julen, que o casal reviva o momento da perda do filho numa altura em que espera a chegada de outro.

Inicialmente, os pais de Julen pediam três anos e meio de prisão para David Serrano, por "conduta de extrema negligência", mais seis meses que o tempo pedido pelo ministério público, que classificou o crime de "conduta negligente".

A 26 de janeiro do ano passado, o corpo de Julen foi recuperado, 13 dias depois de o menino de dois anos ter caído num poço ilegal. Na altura decorria um almoço de família quando Julen se afastou sem que ninguém desse conta.

O menino viria a cair num furo de captação de água, com cerca de cem metros de profundidade e 25 centímetros de diâmetro.

Mais de 300 pessoas participaram na operação de resgate, trabalhando 300 horas de forma contínua.