Após 12 horas de sequestro, a polícia conseguiu deter um homem munido de explosivos que mantinha 13 pessoas dentro de um autocarro na cidade de Lutsk, no noroeste da Ucrânia, e libertou os reféns. Durante este período, o homem, de nacionalidade russa, ameaçou fazer explodir o autocarro com os 10 reféns lá dentro. 

Maxim Krovishey, de 44 anos, atirou com uma granada contra os polícias que tentavam pôr fim à situação, mas o objeto acabou por não explodir. Disparou ainda duas vezes contra a polícia, desde que tomou de assalto o veículo, pelas 09:25 locais (07:25 em Lisboa).

Nesse período falou com familiares das pessoas que estavam sequestradas e nesses telefonemas ameaçou fazer explodir o autocarro se os políticos que mandam no país não admitissem que são "terroristas".

Chegou a dar-se como certa a presença de 16 pessoas no autocarro, de acordo com a polícia, citada pelas agências internacionais. Ao final da tarde, três reféns foram libertados. Agora que o sequestro terminou, fala-se na libertação de 13 pessoas. 

O ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, liderou as negociações com o sequestrador. 

Segundo o governante, o suspeito é autor do livro "Filosofia de um Criminoso", que descreve a sua experiência na prisão.

Durante 15 anos tentaram corrigir-me, mas não conseguiram. Pelo contrário: tornei-me ainda mais quem sou", pode ler-se num excerto partilhado pelo ministro.

Manuela Micael