Os Estados Unidos assinaram ainda ontem, domingo, a ordem para a retirada das tropas norte-americanas na Síria. Este é um processo que o Presidente dos EUA, Donald Trump, quer "lento e altamente coordenado" com a Turquia, avançou o Pentágono.

O decreto para a Síria foi assinado"

A afirmação é de um porta-voz do Pentágono, aqui citada pela Lusa. No entanto, o responsável não adiantou mais pormenores.

Donald Trump anunciou na quarta-feira que ia  ordenar a retirada dos cerca de dois mil militares destacados na Síria, que combatem ao lado da coligação árabe-curda, as Forças Democráticas Sírias (FDS), contra o grupo extremista Estado Islâmico.

O Presidente, adversário de longa data da presença norte-americana num conflito que considera dispendioso, disse que as tropas norte-americanas já não eram necessárias por considerar que o Estado Islâmico foi "largamente derrotado".

Contudo, a retirada deixará a milícia curda das Unidades de Proteção Popular (YPG) sem apoio militar, já que a Turquia ameaça atacá-los, considerando os combatentes curdos como terroristas.

A decisão foi criticada por numerosos especialistas, que frisam que o grupo extremista islâmico continua a controlar uma série de aldeias ao longo do rio Eufrates, no leste da Síria, onde resistem há semanas a ataques sucessivos das FDS.

A decisão de retirar as tropas suscitou preocupação entre os aliados europeus dos Estados Unidos, como Alemanha, França e Reino Unido. Internamente, levou à demissão do secretário da Defesa, Jim Mattis, e do representante norte-americano junto da coligação anti-'jihadista', Brett McGurk.