O regulador da aviação civil de Singapura decidiu hoje proibir os aviões Boeing 737 MAX de sobrevoarem o território, após um acidente na Etiópia que envolveu um modelo daquela aeronave e que causou 157 mortos.

A autoridade de aviação civil de Singapura anunciou a "suspensão temporária" a partir das 14:00 (06:00 em Lisboa) "das operações de todas as variantes do avião Boeing 737 MAX de e para Singapura, à luz de dois acidentes fatais envolvendo 737 MAX em menos de cinco meses", indicou, em comunicado.

A queda de um Boeing 737-8 Max da Ethiopian Airlines no domingo, após um acidente semelhante com um avião da Lion Air na Indonésia, levou vários países e companhias a suspenderem os voos com estes aparelhos.

Porém, a maior parte das companhias aéreas continua a explorar os Boeing 737 Max 8.

A autoridade de aviação civil chinesa solicitou às companhias da China que suspendessem os voos do Boeing 737 Max 8 até à confirmação das autoridades norte-americanas e da Boeing "das medidas tomadas para garantir efetivamente a segurança dos voos".

Também a Indonésia, cuja companhia Lion Air perdeu um Boeing 737 MAX em 29 de outubro de 2018, com 189 pessoas a bordo, decidiu proibir os aviões desse modelo de voar no país.

A companhia aérea brasileira GOL suspendeu temporariamente o uso dos sete aviões Boeing 737 MAX 8, utilizados em voos internacionais de longo curso.

Também companhia aérea indiana Jet Airways suspendeu os voos dos seus Boeing 737 MAX.

"A Jet Airways tem cinco Boeing 737 MAX na sua frota, mas nenhum desses aparelhos está atualmente em operação e a companhia aérea está em contacto com o fabricante e o órgão regulador", informou a empresa em comunicado.

Na Etiópia, após o trágico acidente do voo ET302, no domingo, a Ethiopian Airlines decidiu imobilizar toda a frota de Boeing 737 MAX "até novo aviso".

A companhia de baixo custo Norwegian, que explora 18 aviões, manteve os voos, assegurando que cumprem as instruções e recomendações do construtor e das autoridades de aviação civil.

Também a italiana Air Italy, com três aviões daquele modelo, assegurou que está “em total conformidade com as instruções dos reguladores relativamente aos procedimentos operacionais dos construtores” e que “seguirá todas as diretrizes” indicadas.

A companhia islandesa Icelandair continua igualmente a explorar os três aviões.

A companhia russa S7 Airlines, que dispõe de dois aviões, afirmou seguir "atentamente a investigação em curso, mantendo-se em contacto constante com o fabricante”.

Nos Estados Unidos, a Southwest (31 aviões), a American Airlines (24), e no Canadá, a Air Canada (24 aviões) e a Westjet (13) continuam a fazer voar os aparelhos Boeing 737 MAX 8.

Por outro lado, os Estados Unidos vão obrigar a empresa Boeing a fazer modificações no ‘software’ e sistema de controlo dos modelos de aviões 737 MAX 8 e 737 MAX 9.

A ordem dada ao fabricante de aviões norte-americano pela Agência Federal de Aviação norte-americana terá de ser cumprida “até abril, o mais tardar”, foi anunciado também na segunda-feira.

As duas "caixas negras" do Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines foram encontradas na segunda-feira, anunciou a companhia aérea da Etiópia.