Chérif Chekatt, é este o nome do principal suspeito de um tiroteio, que ocorreu esta sexta-feira, em Estrasburgo e causou a morte de, pelo menos, três pessoas. O homem, com 1,90 metros de altura, nasceu nesta cidade francesa a 4 de fevereiro de 1989. 

Filho de pais marroquinos, o suspeito estava referenciados pelas autoridades francesas por ligações a grupos radicais islâmicos, segundo é avançado pela imprensa francesa. Sabe-se ainda que Chekat, com 29 anos de idade, deveria ter sido detido pela polícia, na manhã de terça-feira, pelo envolvimento noutros crimes. 

O suspeito, que está em fuga, foi sido atingido por um disparo de um polícia francês.

Em conferência de imprensa, esta quarta-feira, o procurador de Paris revelou que o suspeito apanhou um táxi após o ataque e que terá dito ao motorista que conduzisse pelo bairro de Neuhof até que lhe dissesse para parar. Para justificar os ferimentos, Chérif disse mesmo ao motorista que tinha atirado contra militares e matado dez pessoas.

Quando saiu do táxi, o homem teve novo confronto com a polícia e voltou a disparar.

O ministro francês do Interior garantiu que o suspeito é um criminoso reincidente e foi condenado em França e na Alemanha por crimes de delito comum. 

O tiroteio ocorreu, depois das 19:00, numa rua paralela a um mercado de natal e foi testemunhado por alguns eurodeputados. A polícia montou um perímetro de segurança e montou uma caça ao homem. 

Uma das vítimas é um turista tailandês de 45 anos

Um turista tailandês é um dos três mortos do tiroteio, informou o jornal local The Nation, confirmando um relato feito anteriormente por uma testemunha à BBC.

Anupong Suebsamarn, de 45 anos, morreu vítima de um disparo na cabeça quando caminhava com a sua esposa pelo Mercado de Natal da cidade francesa, segundo representantes de uma associação de tailandeses em França citados pelo jornal The Nation.

O casal chegou no dia anterior a Estrasburgo, onde hoje é esperada a chegada do embaixador da Tailândia em França, segundo indicou àquela organização a esposa do falecido, quando se encontrava no hospital.