Um homem de 70 anos morreu, esta quinta-feira, depois de ter sido atingido na cabeça durante os confrontos entre manifestantes e apoiantes do governo de Hong Kong.

De acordo com a BBC, que cita um porta-voz da polícia local, a vítima não estaria envolvida nos protestos, mas acabou por ser atingida com um tijolo enquanto tirava fotografias aos protestos, que decorriam na cidade de Sheung Shui.

O governo chinês confirmou que o homem tinha sido "atingido por objetos duros arremessados ​​por manifestantes mascarados" na quarta-feira, tendo sido transportado de imediato para o hospital, onde acabou por morrer no dis seguinte.

A vítima trabalhava para o governo chinês como funcionário de limpeza e, de acordo com o Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental deste país, estaria a fazer a sua pausa de almoço no momento do incidente.

Um suposto vídeo do incidente, divulgado pelo China Daily, mostra os dois grupos de manifestantes a atirarem tijolos um contra o outro, antes da vítima ter sido atingida na cabeça e caído no chão.

O Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental deixou duras críticas aos manifestantes, considerando-os "extremamente perigosos"

As manifestações em Hong Kong começaram em junho, após uma proposta de emendas a uma lei de extradição, já retirado pelo Governo, mas que espoletou em um movimento que exige uma reforma dos mecanismos democráticos de Hong Kong e uma oposição à crescente interferência de Pequim. 

No entanto, alguns manifestantes optaram por táticas mais radicais do que protestos pacíficos e confrontos violentos com a polícia tornaram-se habituais nas ruas de Hong Kong.

Na segunda-feira, a polícia baleou dois manifestantes e um homem foi incendiado enquanto discutia com manifestantes anti-governo.

Na semana passada, um estudante de 22 anos morreu depois de ter caído de um edifício durante uma operação policial.