O medo de calamidade pública chegou à Índia. O primeiro-ministro indiano decretou isolamento obrigatório para todo o país esta terça-feira, numa altura em que os números oficiais de infeção por Covid-19 confirmam 519 casos e 10 mortes.

Dados pouco alarmistas se se considerar o número de habitantes da Índia, de acordo com a última contagem oficial - em 2017 eram mais de 1,3 mil milhões de pessoas.

São precisos 21 dias de quarentena, são vitais para combater o surto de coronavírus. Se falharmos estes 21 dias de quarentena, a Índia irá regredir 21 anos”, alertou o primeiro-ministro Modi.

Para ajudar no combate ao novo coronavírus, o primeiro-ministro indiano anunciou ainda o reforço de quase 1,9 mil milhões de euros para o sistema de saúde.

O governo indiano vai encerrar todo o comércio, serviços não essenciais e transportes até 14 de abril. De fora, ficam as cadeias de produção e de distribuição de bens essenciais à sobrevivência, à saúde, à segurança e à informação.

“O distanciamento social é a única forma de parar o coronavírus, fique em casa. Algumas pessoas têm a ilusão de que o distanciamento social é apenas para aqueles que estão infetados por covid-19. A Índia terá de pagar um preço muito alto se este isolamento social não for respeitado”, disse Narendra Modi em declaração ao país.

A quarentena obrigatória na Índia entra em vigor às 00:00 desta quarta-feira (hora local).

Verónica Ferreira