Itália registou mais 570 mortos devido à pandemia de Covid-19 nas últimas horas. O número total de vítimas mortais aumentou para 18.849.  Os dados divulgados esta sexta-feira mostram uma desaceleração no número de vítimas, mas o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, prolongou as restrições e o confinamento até 3 de maio para continuar a conter a propagação do vírus.

Em conferência de imprensa, o chefe da Proteção Civil italiana, Angelo Borrelli, revelou que o número total de contágios se situa em 147.577 pessoas infetadas, mais 3.951 do que o registado nas últimas 24 horas, desde que foi detetada o primeiro caso de infeção em 21 de fevereiro.

Segundo o boletim, o número de pessoas doentes em Itália é de 98.273, o que representa um aumento de 1.396 em comparação com os dados de quinta-feira.

Do total de doentes, 66.534 estão isoladas em casa com sintomas ligeiros, 28.242 hospitalizadas e 3.497 nos cuidados intensivos.

Apesar do número de mortes continuar a subir, com um total de 18.849, o balanço desta sexta-feira contabiliza 570 óbitos, menos 40 do que o registado na quinta-feira, dia em que se verificaram 610 mortos.

Em relação a novos contágios, o registo de 1.396 novos casos nas últimas 24 horas é inferior aos 1.615 contabilizados no dia anterior, o que representa uma descida de 219 casos na dinâmica de crescimento da doença.

Governo prolonga confinamento até 3 de maio 

Esta sexta-feira, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, prolongou as restrições e o confinamento até 3 de maio para continuar a conter a propagação do vírus.

É uma decisão difícil mas necessária, pela qual assumo total responsabilidade", anunciou o primeiro-ministro em mensagem ao país, estendendo as restrições que deveriam terminar no dia 13 de abril.

O governo italiano irá permitir a abertura de algumas empresas a partir do dia 14 de abril, como livrarias, lojas de artigos de papelaria, lojas infantis e alguns serviços florestais.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 100.000 mortos em 193 países e territórios.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

A Itália é o país com maior número de mortes (18.849), seguida dos Estados Unidos, Espanha, França e Reino Unido.

Em África, há registo de 630 mortos num universo de mais de 12.219 casos em 52 países.

Sofia Santana / atualizada às 20:44