O Presidente norte-americano, Donald Trump, comentou hoje a escolha da ativista Greta Thunberg como Personalidade do Ano pela revista Time aconselhando a jovem sueca a controlar a raiva e ir ao cinema. A jovem ativista sueca respondeu com ironia, alterando a sua biografia do Twitter, tal como tinha feito em resposta a Jair Bolsonaro, poucos dias antes. 

Embora felicitando a jovem por ter sido escolhida pela revista norte-americana , Donald Trump acrescentou considerar a nomeação “ridícula”, numa declaração divulgada hoje na rede social Twitter.

Greta tem de aprender a controlar a sua raiva e ir ver um bom filme antigo com um(a) amigo(a)!”, disse.

Relaxa, Greta, relaxa!”, sublinhou o Presidente que retirou os Estados Unidos do acordo climático de Paris.

 

A ativista do clima Greta Thunberg foi escolhida na quarta-feira como Personalidade do Ano pela revista Time, que colocou na capa uma fotografia da jovem, tirada na costa lisboeta, sob o título “O Poder da Juventude”.

Greta Thunberg, que ficou conhecida por ter dado início a um movimento global de combate às alterações climáticas, brincou com a situação alterando a sua biografia do Twitter.

Uma adolescente a trabalhar no seu problema de controlo de raiva. De momento, a ver um bom filme antigo com um(a) amigo(a)", pode ler-se na biografia do Twitter da jovem.

Recorde-se que já na passada terça-feira, a ativista tinha utilizado o Twitter para responder a um chefe de Estado, apropriando-se do adjectivo que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro tinha usado para a descrever. Jair Bolsonaro, chamou a ativista sueca Greta Thunberg de "pirralha", após a ambientalista ter alertado para as lutas dos povos indígenas e mostrado preocupação com o assassínio de líderes nativos no Brasil.

Em 2018, a jovem – que tem 16 anos – faltou às aulas para acampar em frente do parlamento sueco, segurando uma placa onde se lia “Skolstrejk för klimatet” (“Greve escolar pelo clima”).

Nos 16 meses seguintes, falou com chefes de Estado na ONU, reuniu-se com o papa, zangou-se com o Presidente dos Estados Unidos e inspirou 4 milhões de pessoas a unirem-se à greve climática global em 20 de setembro de 2019, naquela que se tornou a maior manifestação pelo clima da história.

Para a Time, Greta Thunberg “conseguiu criar uma mudança de atitude global”, organizando um movimento mundial que pede mudanças urgentes.

Donald Trump anunciou, em junho de 2017, que os Estados Unidos iam abandonar o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas assinado em 2015, explicando que a retirada visava “uma reafirmação da soberania”.

Trump afirmou na altura que os EUA iriam “gastar uma fortuna” com o acordo sobre as alterações climáticas e que perderiam milhões de empregos.

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