O Pentágono revelou esta sexta-feira que 34 soldados norte-americanos sofreram traumatismos cranianos no ataque do Irão às bases dos Estados Unidos da América no Iraque.

Jonathan Hoffman, porta-voz do Pentágono, revelou que dos 34 militares feridos, 17 já voltaram ao serviço e outros 17 foram levados para um hospital militar dos Estados Unidos em Landstuhl, na Alemanha.  Oito dos que foram transportados para a Alemanha regressaram entretanto aos EUA por estarem em estado considerado grave. Aqueles que continuam internados em solo alemão poderão igualmente ser transportados para a América do Norte se os sintomas se agravarem, referiu o responsável, citado pelas agências internacionais.

Recorde-se que Donald Trump tinha vindo dizer que os Estados Unidos não tinham sofrido qualquer baixa no ataque de 8 de janeiro, uma retaliação do Irão depois de os Estados Unidos terem matado no aeroporto de Bagdade o general iraniano Qassem Soleimani

Perante vários relatos que davam conta de militares feridos, o presidente dos EUA desvalorizou: "Ouvi dizer que tinham dores de cabeça", respondeu. "Não é muito grave", acrescentou ainda. 

Citado pelo The Guardian, Michael Kaplen, especialista e dirigente do órgão que coordena os serviços dedicados aos traumatismos cranianos no Estado de Nova Iorque, disse que considerar traumatismos cranianos uma dor de cabeça é "insultuoso" para os milhares de militares que sofrem do ferimento mais comum do conflito entre Iraque e Afeganistão. "As suas consequências físicas, cognitivas, emocionais e comportamentais afetam todos os aspetos da vida de uma pessoa", sublinhou.

/ BC