A cidade de Nova Iorque mostrou-se este sábado eufórica com a vitória do democrata Joe Biden sobre o republicano Donald Trump nas presidenciais de terça-feira nos EUA, com cortejos de automóveis a buzinar e com manifestações nas ruas.

Pouco antes das 11:30 locais (16:30 em Lisboa), a cidade que nunca dorme celebrou nas ruas com gritos de alegria, com bater de tachos e buzinas de automóveis, três dias depois da votação que deu a vitória a Biden, tal como projetaram já todos os principais meios de comunicação social norte-americanos.

Num edifício no centro de Manhattan, assim que se soube do desfecho que põe fim à presidência de Trump, a folia estoirou e os vizinhos juntaram-se quando se soube a notícia.

Em Times Square, no centro da cidade, centenas de pessoas concentraram-se para gritar e celebrar a vitória de Biden que, com a projeção da vitória no estado da Pensilvânia, conquistou os 20 delegados (“grandes eleitores”) que lhe permitiram obter a maioria dos lugares no Colégio Eleitoral e subir à Casa Branca.

Protestos junto à Casa Branca

O número de pessoas que se manifestam frente aos jardins da Casa Branca, em Washington, "pela vitória" de Joe Biden nas presidenciais de terça-feira e pelo fim do "pesadelo Trump" aumentou significativamente na última meia hora.

Por volta das 13:00 (18:00 em Lisboa) aumentou o número de pessoas que enchem a rua paralela ao jardim das traseiras da Casa Branca, o símbolo do poder político dos Estados Unidos.

"O pesadelo acabou, soubemos esperar com paciência pelos resultados e agora ele [o ainda presidente Donald Trump] tem de sair dali", disse à Lusa uma manifestante com uma bandeira de "Biden/Harris" na mão e apontando para o edifício da Casa Branca.

"Adeus Donald Trump" gritam os manifestantes que aplaudem a chegada dos grupos de pessoas que se aproximam do local.

A maior parte dos manifestantes democratas chega à rua 16 a pé, de bicicleta, de skate ou de patins, num início de tarde particularmente quente depois de três dias de frio, na capital dos Estados Unidos.

Muitos chegam ao local com a família e com crianças pequenas em ambiente de festa.

Os manifestantes esquecem a distância social, mas mantêm as máscaras de proteção sanitária contra a pandemia de covid-19.

Os carros na Avenida Pensilvânia, onde fica a entrada principal da Casa Branca, estão neste momento a bloquear o trânsito no centro da cidade.

A euforia estava orientada, tanto para a vitória de Biden como para o facto de Trump, se tudo correr como as projeções indicam, deixar de ser presidente dos Estados Unidos a 20 de janeiro de 2021.

Trata-se também do fim de quatro anos de presidência de Trump, natural de Nova Iorque, cidade que nunca o apoiou nas suas ambições políticas, mas onde ainda mantém uma residência - apesar de ter anunciado recentemente que irá mudar-se permanentemente para Palm Beach (Miami, Florida) – e onde pontifica a Trump Tower.

As pessoas, que em muitos casos se manifestam há meses contra Trump pela sua resistência em criticar a extrema-direita e abordar a necessidade de justiça social e combater o racismo, bem como contra a negação da pandemia de covid-19 e contra a intenção de não reconhecer o resultado das eleições, quebraram dias de espera com danças e cantos, numa catarse que marca um antes e um depois de um ano de 2020 muito difícil para a cidade.

O candidato democrata Joe Biden foi anunciado como vencedor das eleições presidenciais de 3 de novembro segundo projeções da ‘media’ norte-americana.

Segundo essas projeções, Biden totaliza 284 “Grandes Eleitores” do Colégio Eleitoral, derrotando o candidato republicano e atual presidente Donald Trump.

A posse de Biden como 46.º presidente dos Estados Unidos está marcada para 20 de janeiro de 2021.

/ AG