A polícia francesa deteve esta segunda-feira quinze pessoas na sequência das investigações pela decapitação do professor Samuel Paty, que foi decapitado na sexta-feira numa escola, num crime que terá motivações religiosas. Segundo a agência de notícias AFP, quatro estudantes estão entre os detidos, sendo que um aluno já foi libertado.

Aquela agência acrescenta que entre os suspeitos está uma pessoa que "já foi condenada por atos terroristas e que declarou ter estado em contacto com o autor do ataque antes do crime".

Samuel Paty era professor de História e Geografia num colégio de Conflans-Sainte-Honorine, uma vila próxima de Paris.

Uma fonte próxima do processo revelou à AFP que a vítima terá sido indicada ao agressor, Abdoullakh Anzarov, por um ou mais alunos em troca de uma remuneração.

O alegado suspeito terá gritado “Allah 'Akbar” ("Deus é grande" em árabe) quando foi baleado pela polícia. Fonte da polícia, citada pela AFP, explicita que a vítima era um professor de História, que terá exibido caricaturas do profeta Maomé durante uma disciplina sobre liberdade de expressão.

António Guimarães