O gabinete do primeiro-ministro sudanês, Abdallah Hamdok, apelou aos “golpistas” para o libertarem “imediatamente”, numa declaração emitida pelo Ministério da Informação, após o chefe do Exército ter dito que o Hamdok estava na sua casa.

A declaração também apelava à “libertação de todos aqueles” que foram presos na segunda-feira com o primeiro-ministro, nomeadamente a sua esposa, vários dos seus ministros e membros civis do conselho de transição.

A comunidade internacional tinha já apelado à sua libertação em várias ocasiões.

O general Al-Burhan declarou hoje, numa conferência de imprensa em Cartum, que o primeiro-ministro deposto está em sua casa, que “ninguém o raptou ou agrediu", e “quando a situação se acalmar e a paz prevalecer, ele voltará para casa”.

O presidente do Conselho Soberano sudanês, o mais alto órgão de poder no processo de transição do Sudão, general Abdel-Fattah al-Burhan, dissolveu na segunda-feira o Governo e o próprio conselho, horas depois de os militares prenderem o primeiro-ministro.

Al-Burhan leu uma declaração na televisão estatal sudanesa, na qual anunciou a instauração de um estado de emergência em todo o país entre um conjunto de nove pontos, que incluíram a dissolução do Governo e do Conselho Soberano, assim como a suspensão de vários artigos do documento constitucional que lançou as bases para a transição após o derrube de Omar al-Bashir em abril de 2019.

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