Uma mulher seminua foi detida este sábado por protestar durante as cerimónias fúnebres do príncipe Philip, no Reino Unido. Enquanto corria, em frente ao Castelo de Windsor, ouviam-se palavras de ordem: "salvem o planeta"

As autoridades britânicas reagiram de imediato. Envolveram a mulher num lençol branco e afastaram-na daquela zona. No entanto, antes de ser intercetada, a manifestante ainda trepou a estátua da Rainha Vitória. 

O incidente aconteceu após o minuto de silêncio em homenagem ao duque de Edimburgo.

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Limitada a 30 pessoas devido à pandemia de covid-19, a cerimónia iniciou-se no recinto do Castelo de Windsor, a oeste de Londres, pouco antes das 15:00.

Poucos dias antes de completar 95 anos, a Rainha de Inglaterra despede-se daquele que foi, segundo palavras da própria, a sua "força" e o seu "apoio", desde a sua coroação, em 1952.

Conhecido pela sua franqueza e humor, o príncipe Philip alcançou uma longevidade recorde na história do país: teria completado 100 anos em 10 de junho.

Coberto com o estandarte pessoal do duque de Edimburgo, com a sua espada, o seu chapéu da Marinha e uma coroa de flores, o caixão foi erguido para ser colocado na parte de trás de um Land Rover verde militar que o próprio príncipe ajudou a construir durante 16 anos.

Liderada por Carlos, o príncipe herdeiro da coroa, e pela sua irmã, a princesa Anne, a procissão - que a Rainha acompanhou no seu Bentley Real -, seguiu o caixão até a Capela de São Jorge, para o serviço religioso.

Na terceira fila do cortejo fúnebre, atrás dos filhos da Rainha e do príncipe Filipe, estavam os seus netos, William e Harry. Entre os dois irmãos, com relações tensas, estava o primo Peter Philips, filho da princesa Anne.

A procissão ocorreu ao som da fanfarra dos Grenadier Guards, da qual Filipe foi coronel por 42 anos, refletindo o passado militar orgulhosamente carregado pelo duque de Edimburgo, que lutou na marinha durante a Segunda Guerra Mundial.

O caixão foi depois colocado no "Royal Vault", uma cripta onde permanecerá até que a rainha se junte a ele quando morrer.

Cláudia Évora / com Lusa