Pelo menos sete pessoas que estiveram presentes num evento na Casa Branca durante a semana ficaram infetadas com o novo coronavírus. Imagens mostram convidados a abraçarem-se e a não usarem máscara.

O Roseiral da Casa Branca foi palco de uma cerimónia alusiva à nomeação de Amy Coney Barrett para o Supremo Tribunal no dia 26 de setembro. A Organização Mundial de Saúde diz que normalmente demora cinco a seis dias para uma pessoa infetada desenvolver sintomas.

As imagens do evento mostram poucos participantes a usarem máscaras, tal como uma distância de segurança insuficiente entre as cadeiras - dois metros. Enquanto alguns convidados cumprimentavam-se com os punhos e apertavam as mãos, outros chegaram mesmo a abraçar-se.

 

Para além de Donald Trump e da Primeira Dama, também estiveram presentes outros políticos e pessoas próximas do presidente que afirmaram ter contraído o vírus SARS-CoV-2. Entre eles, destaca-se Kellyanne Conway, o senador Mike Lee, o senador Thom Tillis e o reverendo John Jenkins.

Vários altos funcionários e consultores da Casa Branca também participaram numa pequena celebração na Sala Diplomática, após o evento.

Existe agora a preocupação de que o evento possa ter sido um “supercontagiador” e que mais convidados tenham ficado infetados.

Esta sexta-feira, Kellyanne Conway anunciou que tinha testado positivo para a covid-19, revelando ter “sintomas ligeiros”.

No evento, Conway sentou-se por trás da Primeira Dama e em frente do reverendo John Jenkins.

Fotografias mostram-na a sussurrar ao ouvido do Procurador Geral dos Estados Unidos, William Barr sem utilizar máscara.

 

Kellyanne Conway com o Procurador Geral dos Estados Unidos/ AP Images

 

Vídeos também mostram o senador Mike Lee a abraçar vigorosamente outros convidados, enquanto carrega a máscara na mão.

O reverendo John Jenkins, diretor da Universidade de Notre Dame, enviou um e-mail à instituição a anunciar o seu teste positivo e a admitir que não usou máscara.

Jenkins expressou que, ao entrar para o evento, os funcionários disseram-lhe que “era seguro andar sem máscara”.