A polícia alemã está a oferecer uma recompensa de 500 mil euros a quem tenha informações que possam levar à captura dos assaltantes que, na segunda-feira, conseguiram roubar três conjuntos de joias da maior coleção de tesouros da Europa: a Nova Abóbada Verde.

O assalto aconteceu em Dresden, na região da Saxónia, depois de um incêndio num ponto de distribuição de eletricidade ter desativado o sistema de alarmes do Palácio Real de Dresden e deixado as salas de exposições completamente às escuras.

 

Mesmo assim, as câmaras de de vigilância conseguiram filmar dois homens a invadir a Nova Abóbada Verde e a levar com eles o conjunto de peças do século XVIII.

Não vamos deixar que nada nos impeça de resolver este caso”, disse esta quinta-feira o presidente da polícia da Saxónia, Horst Kretzschmar.

  

Ao oferecer uma recompensa de 500 mil euros, os investigadores estão a tomar um passo decisivo na recuperação das joias roubadas e na captura dos responsáveis pelo crime”, disse Horst Kretzschmar numa conferência de imprensa, afirmando que o número de agentes a trabalhar no caso subiu para 40.

A diretora da Coleção de Arte do Estado de Dresden, Marion Ackermann, disse que as as peças roubadas têm um valor “incalculável” e que são consideradas “impossíveis de vender”, graças à sua popularidade em todo o mundo

  

A coleção em exposição na Nova Abóbada Verde foi inaugurada no início do século XVIII por Augusto II da Polónia. O monarca quis tornar Dresden numa espécie de "Florença do Elba". Para isso, ofereceu residência na cidade a vários escultores, ourives e pintores e encomendou uma série de salas monumentais que mostrassem a riqueza do trono e o esplendor cultural da região.

  

A Nova Abóbada Verde é um dos mais antigos museus da Europa e expõe, entre outros tesouros de significância histórica, uma figura de 63,8 centímetros de um mouro adornado com esmeraldas e uma safira de 547,71 quilates oferecida pelo Czar Pedro I, da Rússia.